Notas Gastronômicas

Abril 23, 2008

Alex Atala na lista da Restaurant

Arquivado em: Notícias, Restaurantes — Tags:, , , — gp sachs @ 11:03 pm

A lista dos melhores restaurantes do mundo da Restaurant Magazine desse ano não traz grandes novidades nas primeiras posições, estão lá, como nos últimos anos, o El Bulli, o Fat Duck e o French Laundry. Pelo menos enquanto essa onda de cozinha molecular continuar, o reinado de Ferran Adrià não está ameaçado. Nada contra, na verdade, ainda gostaria de comer no El Bulli, mas essa coisa de listas é muito relativa, difícil assumir a responsabilidade por eleger alguém o melhor do mundo, mas enfim, isso é outro assunto.

Para os brasileiros, nada de novo também. O D.O.M. de Alex Atala caiu duas posições, mas continua sendo o único restaurante latino-americano na lista.

Esta matéria do Estadão pode dar mais informações aos interessados.

Abril 8, 2008

Mais uma da Itália

Arquivado em: Notícias, Vinhos — gp sachs @ 2:09 am

Às vezes eu tenho a impressão de que as coisas na Itália são até mais bagunçadas do que aqui no brasil. Primeiro teve o caso da mozzarella contaminada já publicado aqui. Agora são os vinhos em duas situações.

Na menos grave, os Brunello di Montalcino, que deveriam ser feitos apenas com Sangiovese, estão sob suspeita de ter na composição por volta de 15% de outras uvas, como Cabernet Sauvignon e Merlot. Nenhum produtor foi acusado, mas o engarrafamento da safra 2003 dos produtores Frescobaldi, Antinori e Argiano foi interrempido. Além disso, o Castello Banfi teve 600.000 garrafas e 10 vinhedos interditados. Todos os proutores receberam aviso sobre as investigações que vão se desenvolver. Mais no Independent.

Se você achava que Chalise era ruim…

O mais grave, porém, envolve a ralé dos vinhos italianos, aqueles baratinhos de mercado, que custam por volta de 2 euros. Aqui no brasil é a coisa mais comum topar com vinhos nacionais horrorosos (os únicos mais decentes nos quais consigo pensar são o Angheben, o Pizzato e os espumantes Salton e ainda não provei o Rio Sol), mas aqui não é um país onde não há tradição de se tomar vinho, além do mais, com nossa levíssima carga tributária é muito fácil alguém se arriscar a produzir vinhos de qualidade. Para ficar num exemplo, um nacional de R$ 40,00 encontra um similar argentino de R$ 30,00. Mas pelo menos nossos nacionais baratinhos e mequetrefes são vinhos, i.e., bebida fermentada de uva.

Já na Itália, foi descoberto que os vinhos baratinhos vendidos nos mercados nem ao menos são vinhos. Quer dizer, há um pouco de fermentado de uva, mas “para completar”, os produtores – ao que tudo indica, ligados à máfia – adicionam água, açúcar e “substâncias químicas diversas”, tais como ácido clorídrico. Algumas informações são do Le Monde, já outras, não lembro onde li. O pior de tudo é o governo, num momento Oficial Barbrady, dizer que está tudo bem e que não há nada de errado com o vinho. Às vezes o brasil até fica meio parecido com o primeiro mundo. Ou seria o contrário?

Março 29, 2008

Enquanto isso no primeiro mundo

Arquivado em: Notícias — Tags:, , — gp sachs @ 2:53 am

Ninguém está a salvo na Europa. Primeiro eles param de importar nossa confiável carne brasileira, até terem certeza que era seguro consumí-la. Agora pegam um produto DOC, a mozzarella di bufala da região de Nápoles e descobrem doses acima das permitidas de dioxinas, substâncias químicas cancerígenas. Daqui a pouco não sobra para o Queijo Serra da Estrela e/ou o presunto Pata Negra.

Apesar de as doses encontradas só causarem problemas graves se o queijo for consumido em grande quantidade em todas as refeições, segundo cientistas, outros países europeus e o Japão cortaram as compras de queijo e até mesmo entre os italianos o consumo caiu. A produtora Francesca Corso, que vendia uma média 600 kg de queijo por dia em sua loja (sem contar exportações), agora vende apenas 200 kg.A causa mais provável para a contaminação é, segundo jornais italianos, a crise do lixo em Nápoles. Os búfalos (e as búfalas, claro) ficam expostos a agentes contaminantes, que são eliminados na gordura do leite, por exemplo.

Felizmente, graças a um monte de regras estúpidas, a pesadíssimos impostos e a uma falta de cultura gastrônomica, não encontramos para vender aqui no brasil a mozzarella di bufala italiana, pelo menos não que saiba. Para compensar, temos uma boa alternativa nacional, da La Bufalina, que vale bem, diferentemente do bries brasileiros.

Mais aqui, na BBC.

Março 13, 2008

A verdade sobre a semente de papoula

Arquivado em: Notícias — Tags:, — gp sachs @ 12:44 am

como eu não consegui informações, devido a coisas pessoais, porém, a Rosane da Rudá Orgânicos, me encaminhou ontem uma resposta que ela recebeu da anvisa…. é bem burocrática, portanto não culpo quem sentir sono…. resumindo a história, a papoula não está proibida, o que acontece é que eles resolveram, de uma hora para outra, seguir uma resolução de 2002 corretamente, sem avisar os importadores, que faziam tudo de uma maneira…. em breve deveremos ter sementes de papoula no mercado de novo…. obrigado a todos que forneceram informações e entraram em contato para saber mais…. agora só nos resta aguardar…. caso eu consiga alguma nova informação, publico aqui….

segue abaixo a resposta enviada pela anvisa

Em atenção ao seu questionamento, informamos que a Anvisa não proibiu a importação de sementes de papoula, somente criou determinações as empresas importadoras devem cumprir. A legislação que regulamenta a importação destas sementes é a RDC n. 239, de 28 de agosto de 2002, que está transcrita abaixo:

RESOLUÇÃO – RDC Nº 239, DE 28 DE AGOSTO DE 2002

Art. 3º Determinar que os estabelecimentos importadores de sementes de dormideira (Papaver somniferum L.), devem apresentar à ANVISA, no momento da solicitação da anuência na Licença de Importação – LI, documento emitido pelo órgão competente do país Exportador, no qual deve constar que o objeto da importação provem de cultivos lícitos, autorizados pela Junta Internacional de Fiscalização – JIFE

Parágrafo único. No documento de que trata o caput deste artigo, deve constar ainda que o objeto da importação trata de sementes sem capacidade germinativa, ausentes de entorpecentes e não oriundas de apreensões.

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